Bom, o Quinta em outra língua, é um meme proposto pela Giu Fernandes, do Amount of Words e a ideia é postar, as quintas, um livro que você tenha lido em outro idioma.

Na semana passada, eu falei de Fade, o segundo livro da série Dream Catcher de Lisa McMann. E hoje eu vou falar do capítulo final dessa história: Gone. Eu li na semana passada mesmo, assim que acabei Fade, empolgada pela história.

Título: Gone
Autor: Lisa McMann
Sinopse: Janie achava que sabia o que a aguardava no seu futuro. E ela pensava que estava em paz com isso. Mas ela não podia agüentar arrastar Cabel junto com ela.

Ela sabia que ele ficaria com ela, apesar do que ela via nos sonhos dele. Ele era incrível. E ela um acidente de trem. Janie só via uma maneira de dar á vida que ele merecia – ela teria que desaparecer. E isso iria matar a ambos.

Então um estranho entra na vida dela – e tudo se quebra. O futuro que uma vez Janie enfrentou, teve uma inesperada reviravolta, e suas escolhas serão mais arriscadas do que ela nunca achou possível. Ela sozinha devera decidir entre o menor de dois males. E o tempo esta acabando…

Novamente, eu não vou ficar falando da história para não estragar. O que posso dizer a favor de Gone, foi que esse livro foi o que li mais rápido. Primeiro porque eu meio que já estava me acostumando a escrita e o ritmo de Lisa e depois porque eu queria chegar ao final.

Tenho que admitir que comecei a gostar de Carrie. Ela é a amiga chata que aparece só às vezes mas, desde Fade tem sido mais legal que em Wake. Carrie é responsável pelos momentos mais descontraídos, mais cotidianos do livro. Ela não é daquelas amigas “oi amigaaaaa”, mas daquelas “fala, vadia!”. É, Carrie subiu muito no meu conceito por aparecer nos momentos certos, e desaparecer na hora exata. É Carrie que dá um pouco de normalidade – apesar de tudo – à vida de Janers.

Outro personagem realmente bacana-supimpa-batuta é a Capitão Komisky, que faz o tempo todo o papel de mãe durona tanto para Janers, quanto para Cabel. Ambos tem uma vida praticamente sem família e às vezes, esse papel de uma pessoa que tá lá para manter a ordem se faz importante – não na história exatamente, mas na vida das pessoas, e obviamente, na deles também.

Como já estou falando em Cabel, devo dizer que ele é o cara-mais-legal-de-todos-no-universo. E vou me limitar a dizer apenas isso dele. Tenho ciúmes.

E Janers… Bem, ela ficou a pessoa mais chata da história dos YA Books nesse último livro. Ela vive um dilema que é exatamente compreensível, mas a forma como ela lida com as coisas – fazendo a Lucy Sullivan é irritante.

Ok, eu também faço a Lucy Sullivan e sei que isso irrita as pessoas. Então, se você vai escrever um livro em que a protagonista tem problemas, por favor, faça ela conversar com alguém.

Protagonista que sofre sozinha num canto e tenta resolver seus problemas por sua conta, enfrentando o mundo e querendo mostrar que não precisa de ninguém é muito, muito chato!

Todo mundo precisa de alguém, de um amigo, de uma pessoa que o ajude a lidar com a vida!

O ponto negativo desse livro, foi o final. Mais ainda porque foi o final da série. Eu não gostei. Queria mais emoção. Queria um final digno. Mas não foi assim…

Bem, para finalizar, o que eu tenho a dizer sobre a série Dream Catcher é que a Lisa poderia ter feito apenas um livro, com três partes. Sinceramente, não tinha necessidade de dividir em três pequenos livros.

Postado por Lívia Martins. 33 anos, Pedagoga, cabofriense e vascaína. Viciada em coca-cola, baunilha e livros. Mãe de duas gatas: Nina e Roza. Quase sem preconceitos literários - só não lê autoajuda e livros religiosos - fangirl de Safran Foer e Richelle Mead. Adora YA, principalmente os de fantasia que envolvam vampiros, anjos e outros seres sobrenaturais. E não, não gosto de lobos e outros metamorfos. Todo dia 04, escrevo no blog coletivo Um Livro Por Dia