Bom, o Quinta em outra língua, é um meme proposto pela Giu Fernandes, do Amount of Words e a ideia é postar, as quintas, um livro que você tenha lido em outro idioma.

Embora algumas pessoas tenham me falado bem mal desse livro, eu comprei porque estavam uma pechincha na Saraiva Mega Store. Deixei lá na estante tipo uns dois meses até que a Nat começou a falar realmente bem dele e me convenceu a ler o livro.

Já vou dizendo logo que Blue Bloods não se tornou minha série de livros favorita e está, até agora, atrás mesmo de Wake.

Título: Blue Bloods
Autora: Melissa De La Cruz | Editora: Hyperion Books
Sinopse: De la Cruz has revamped traditional vampire lore in this story featuring a group of attractive, privileged Manhattan teens who attend a prestigious private school. Schuyler Van Allen, 15, the last of the line in a distinguished family, is being raised by her distant and forbidding grandmother. Schuyler, her friend Oliver, and their new friend Dylan are treated like outsiders by the clique of popular, athletic, and beautiful teens made up of Mimi Force, her twin brother, and her best friend. What they have in common is the fact that they are all Blue Bloods, or vampires. They don’t realize that they aren’t normal until they reach age 15. Then the symptoms manifest themselves and they begin to crave raw meat, have nightmares about events in history, and get prominent blue veins in their arms. Their immortality and way of life are threatened after Blue Blood teens start getting murdered by a splinter group called the Silver Bloods.

Assim como todo mundo que escreve sobre vampiros acaba criando a sua mitologia em volta deles, a Melissa faz a mesma coisa. É bom? É ruim? É diferente. Os vampiros dela não brilham. Os vampiros dela são pessoas do High Society de Nova York e eles são mortais. Quer dizer, mais ou menos. Só lendo para entender. Ou não, como é meu caso.

Ela até criou uma mitologia interessante, mas ficou com uma falha que deixa muito a desejar – e ao que me consta, até o quarto livro isso não é explicado – acaba parecendo falha no roteiro.

A forma como a mitologia criada por ela é contada não me agradou porque em alguns momentos ela se perde demais e em outros, ela parece simplesmente ficar explicando os que são os Blue Bloods, de onde vem, mas sem contextualizar. Não é em uma conversa, em uma lembrança, nada… Simplesmente o narrador entra e começa a dizer.

Para que você entenda um pouco do mundo de Melissa, eu vou fazer uma comparação com Vampire Academy (e eu odeio essas comparações):

- Blue Blood – são anjos caídos / vampiros, que não seguiram Lúcifer. Podem ser bons ou maus, mas isso por conta de seu caráter e não de sua natureza ruim. São como se fossem os Morois da Richelle.

- Silver Blood – são anjos caídos / vampiros, que seguiram Lúcifer. São maus por natureza e têm como objetivo alimenta-se dos Blue Bloods não por uma questão de força, mas para absorver a memória gravada em seu DNA. São como os Strigois da Richelle.

- Conduits – São humanos que sabem da existência dos Blue Bloods e são os protetores deles. Neste caso, eles são mais ou menos como os Dhampirs da Richelle. *Dimka <3*

E depois temos os Red Bloods que são… É. Os humanos.

Por outro lado, a história prende o leitor que fica querendo saber o que vai acontecer e existem vários mistérios e suspenses a serem revelados. Os personagens são legais e até aqueles que são (ou parecem ser) vilões são bem construídos e interessantes.

Entre os personagens que mais aparecem, temos o clichê da personagem principal que se vê no meio de algo que ela nunca, jamais, em tempo algum, imaginaria. Obviamente ela se apaixona pelo cara-mais-lindo-da-escola. Também temos o melhor amigo coisa-mais-fofa-do-mundo que dá vontade de ter um igualzinho. *Oi Oliver, me liga, ta!* E tem também a irmã do gostoso-bad-boy que é chata, insuportável, arrogante e linda.

Até pode parecer que eu não gostei de Blue Bloods, mas isso não é verdade. Algumas coisas eu não gostei mesmo, como o furo que eu falei, mas, se eu explicar vou acabar dando spoilers. Fora isso, eu gostei bastante da história que é envolvente e instigante, e me apeguei aos personagens. Por isso, semana que vem, tem mais da série por aqui.

Postado por Lívia Martins. 33 anos, Pedagoga, cabofriense e vascaína. Viciada em coca-cola, baunilha e livros. Mãe de duas gatas: Nina e Roza. Quase sem preconceitos literários - só não lê autoajuda e livros religiosos - fangirl de Safran Foer e Richelle Mead. Adora YA, principalmente os de fantasia que envolvam vampiros, anjos e outros seres sobrenaturais. E não, não gosto de lobos e outros metamorfos. Todo dia 04, escrevo no blog coletivo Um Livro Por Dia