Bem, este é o meu primeiro post aqui no Leiturinhas e, como deu para perceber, ficarei encarregado pela coluna Das Páginas Para as Telas, na qual postarei sobre livros que foram adaptados para o cinema ou sobre alguma história que eu gostaria que ganhasse vida nas telonas.

Para começar, vou dedicar este post a uma série que desde a minha infância é uma das minhas preferidas: Jurassic Park.
Título: O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park)
Autor: Michael Crichton
Editora: Rocco – L&PM Pocket
Sinopse: John Hammond está prestes a ver concretizado o sonho de sua vida: inaugurar um sofisticado (e lucrativo) parque turístico em que o ambiente foi reconstruído para se parecer com a Terra de milhões de anos atrás e cujos animais são… dinossauros! Confinados na Ilha Nublar, uma pequena ilha da Costa Rica, os quase trezentos espécimes produzidos com a mais revolucionária tecnologia da engenharia genética parecem sob o controle absoluto dos supercomputadores e dos cérebros geniais que os criaram. Contudo, um detalhe foi esquecido. Desaparecidos da face do planeta antes que o homem viesse a habitá-lo, os dinossauros podem apresentar reações inesperadas aos seres humanos. Ante a iminência de uma catástrofe de dimensões notáveis entra em cena o paleontólogo Alan Grant, a quem sobra a colossal tarefa de enfrentar monstros enlouquecidos. Com suspense de tirar o fôlego e um final imprevisível, O Parque dos Dinossauros é uma obra de literatura e ficção científica que também incursiona magistralmente no campo das novas teorias matemáticas e dos assombrosos feitos da informática, propondo uma reflexão cuidadosa sobre o uso que se pode fazer da ciência.
Desde que vi o primeiro filme, dirigido pelo grande Steven Spielberg, fiquei fascinado por dinossauros. Comprava revistas que falavam sobre eles, bonecos, enciclopédias… Não sou tão fã de dinossauros como era há dez anos, mas ainda tenho um grande apreço por eles. Jurassic Park continua como uma das maiores séries, para mim. Mas o assunto aqui não somos eu e os dinossauros. É a obra-prima do eterno Michael Crichton, também responsável pela criação da série ER.
Muitos, talvez, descobrirão por meio deste post que Jurassic Park é na verdade a adaptação de um livro homônimo, lançado em 1990. O livro não teve o mesmo sucesso do filme, infelizmente. Tanto que eu só o descobri há quatro anos e consegui lê-lo em 2008, ano em que Michael Crichton faleceu.
A história do livro é a mesma do filme, mas tem algumas informações, cenas e personagens que não aparecem na versão cinematográfica. Ou pelo menos não no primeiro filme. Como uma das primeiras cenas do livro, que narra o ataque de um lagarto nunca antes visto na Costa Rica a uma garota (trecho que aparece no início do segundo filme, O Mundo Perdido: Jurassic Park, que é a adaptação da continuação de O Parque dos Dinossauros, mas vou deixar esse livro para um outro post), ou o ataque do tiranossauro no rio ou dos pterossauros no aviário (cenas que aparecem em Jurassic Park III, que é o único filme da série que não foi adaptado de livro algum).
São incríveis a riqueza de informações que O Parque dos Dinossauros apresenta e os detalhes da trama, que é muito inteligente, bem-elaborada e, o mais importante, muito crível. Michael Crichton sabe misturar como ninguém realidade e ficção. A única ficção do livro são os dinossauros de volta à vida, porque o resto, toda a evolução da engenharia genética e os argumentos científicos, é totalmente convincente – quer dizer, é real. Sem falar na dinâmica do livro, que, apesar do tema, tem uma leitura fácil, cheia de momentos tensos e perturbadores.
Entre os fãs da série, há dois grupos: aqueles que acham o segundo filme melhor do que o terceiro e aqueles que acham o contrário, grupo do qual faço parte (vou deixar para explicar no próximo post). Mas todos concordam em um ponto: o primeiro filme é o melhor de todos. Não posso falar como foi impactante quando Jurassic Park estreou nos cinemas, em 1993, já que eu tinha apenas seis meses de idade, apesar de sempre ouvir comentários de quem presenciou a revolução nos efeitos especiais usados no filme, ainda mais por ter sido indicado a três categorias do Oscar – melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros e melhor som – e vencido todas. Eu, particularmente, desde que vi o filme pela primeira vez até hoje não encontro um que tenha se mantido intacto com o passar do tempo como Jurassic Park. Os efeitos do filme são incríveis e os animatronics, super-reais, graças ao grande e também eterno Stan Winston. Tudo no primeiro filme é magnífico: a história (que, apesar das mudanças com relação ao livro, continua fascinante), os atores, a fotografia, a trilha sonora que ninguém esquece composta por John Williams e, claro, os belíssimos dinossauros.
Tanto o livro quanto o filme são únicos. Quando alguém me pergunta que livro deve ler, eu respondo: Jurassic Park. Quando alguém me pergunta que filme deve assistir, eu respondo: Jurassic Park – ok, na verdade, é um dos filmes que recomendo, porque também tem os três Homem-Aranha, mas, como diz Ian Malcolm no livro e no filme, a vida encontra um meio.