Há mais de meio século, as histórias de As Crônicas de Nárnia fazem parte da vida de milhões de leitores de todas as idades. Não é raro ver uma criança abrir um guarda-roupa, mesmo que inconscientemente, a fim de se aventurar em um país desconhecido com seres fantásticos e épicas batalhas.
Durante os próximos três textos do Das páginas para as telas, falarei sobre os livros de As Crônicas de Nárnia que foram até o momento adaptados para o cinema, a começar por O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
Título: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Lion, the Witch and the Wardrobe)
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Sinopse: “Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado”, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Susana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.
Falar de As Crônicas de Nárnia é pedir para ouvir somente elogios. É tão bom poder se sentir criança de novo, saber que aquele pedaço da melhor fase da vida de um ser humano ainda está ali guardado… É exatamente essa a sensação que se tem ao ler a obra-prima de C. S. Lewis.
O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa foi o primeiro da série a ser publicado, mas é o segundo na ordem cronológica. Eu não tenho exatamente uma preferência, nem sei qual forma de leitura seria a mais indicada, porque há vantagens em ambas. Por exemplo: se você decidir por ler seguindo a linha em que os livros foram publicados, a resposta sobre por que o guarda-roupa que leva os Pevensie a Nárnia é mágico só aparecerá no sexto livro da série, O Sobrinho do Mago, que é o primeiro na ordem cronológica; já se você optar por seguir a linha correta do tempo, você terá maior noção de como as coisas funcionam entre os sete livros. Mas isso vai de cada um.
Partindo para uma análise mais profunda, o livro, assim como todos os outros de As Crônicas de Nárnia, faz diversas alusões a elementos da Bíblia, entre eles a ressurreição de Jesus Cristo, além do fato de Aslam ser uma espécie de Deus em Nárnia. Entretanto, nunca foi o objetivo de C. S. Lewis transformar As Crônicas de Nárnia em um meio de cristianização, mas sim uma série de contos, segundo ele, que narra a história de um mundo diferente do nosso o qual Jesus também teria de salvar. Eu, mesmo sendo agnóstico, percebo essas semelhanças, mas, particularmente, vejo As Crônicas de Nárnia mais como uma série de histórias de fantasia do que como uma pseudo Bíblia (o que, para um cristão, pode parecer uma espécie de rebaixamento, mas não é, muito pelo contrário). O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa não é a minha crônica favorita, apesar de ser a mais conhecida e ser muito bonita, mas tem os momentos mais importantes da série. Embora seja o segundo livro na ordem cronológica, é o livro em que de fato as coisas começam a acontecer.
Como adaptação, As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa é uma das melhores. Tudo que está no livro encontra seu momento no filme, inclusive os elementos religiosos (dos três filmes da série produzidos até agora, esse é o mais religioso). Os efeitos especiais são impecáveis, sendo o maior destaque, claro, o belíssimo leão Aslam; a batalha final, que é pouco descrita no livro, é incrível – apesar de não se ver sangue; e os quatro atores encarregados de dar vida a Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia cabem perfeitamente em seus papéis. Pelo menos fisicamente.
O único (ou talvez o maior) problema de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa são exatamente os atores. O elenco conta com nomes conhecidos e apreciados pelo público e pela crítica, como Liam Neeson (tudo bem, ele está fora desse problema, já que ele é só uma voz no filme), Tilda Swinton e James McAvoy, mas nenhum parece merecer os elogios que conquistaram ao longo de suas carreiras. Todos parecem estar ali forçados, sofrendo do maior tédio existente. E os piores são exatamente os principais, os irmãos Pevensie, vividos por William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes e Georgie Henley. Você percebe que eles tentam dar o melhor de si, mas parece que quanto mais fazem isso, pior fica o resultado. A Georgie Henley é a menos ruim do quarteto, mas é mais pelo simples fato de a sua personagem Lúcia e a própria Georgie serem extremamente fofas do que por ela ser mais talentosa do que os outros três atores principais.
Em uma época em que poucos livros conseguem ser tão bem adaptados para o cinema, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa se sai muito bem, apesar dos apesares. É ótimo filme, mas principalmente uma ótima adaptação, portanto agrada mais aos fãs do que ao público que desconhece a história. E é um ótimo começo de uma série que, nas mãos da Walt Disney, tinha tudo para ser grandiosa como os livros. E foi, até que a Disney desistiu da série, após o segundo filme. E sobre isso, Príncipe Caspian e a sua adaptação falarei na semana que vem.

Quando a Maeva postou a 



A primeira vez que vi esse livro, na 













Já faz tempo que quero falar sobre este conto aqui e embora ele se passe no mesmo universo de Vampire Academy, vocês podem ler o conto sem medo de spoilers. A história conta como Rhea Daniels e Eric Dragomir se conheceram. E eles são nada menos que os pais da Lissa Dragomir.




































