Eu conheci esse livro através da Guta, do Murphy’s Library, que falou super bem dele. E tudo, desde a capa, a sinopse e os comentários a respeito me fizeram ter vontade de ler logo. Então, as meninas resolveram fazer um BookTour e claro, eu me candidatei na hora. Apesar de parecer triste eu estava realmente louca para lê-lo.
Título: Twenty Boy Summer
Autor: Sarah Ockler | Editora: Little, Brown Books for Young Readers
Sinopse: “Não se preocupe, Anna. Vou dizer a ela, ok? Apenas deixe-me pensar sobre a melhor maneira de fazê-lo.”
“Ok”.
“Prometa-me? Promete que não vai falar nada?”
“Não se preocupe.” Eu ri. “É o nosso segredo, certo? “
De acordo com a sua melhor amiga Frankie, 20 dias em ZanzibarBay é a oportunidade perfeita para ter uma aventura de verão, e se elas conhecerem um garoto por dia, há uma boa chance de que Anna encontre seu primeiro romance de verão.
Anna alegremente concorda com o jogo, mas há algo que ela não contou a Frankie – ela já teve esse tipo de romance, e foi com o irmão mais velho de Frankie, Matt, pouco antes de sua trágica morte um ano atrás.
Eu já sabia que esse seria um livro que me deixaria desidratada e ainda assim eu quis ler. Ainda assim eu me achava pronta para ele. De alguma forma, sabia que seria diferente de tudo o que tenho lido e ao mesmo tempo, seria o livro que me tiraria da ressaca pós-vampire-academy. Eu não poderia estar mais certa.
Anna Riley vai para Zanzibar Bay, na Califórnia, passar alguns dias com sua melhor amiga, Frankie e aceita o desafio de conhecer 20 garotos em 20 dias. Anna poderia ser uma adolescente normal viajando com a melhor amiga, se não fosse o fato de que ela esconde um segredo: ela sempre foi apaixonada por Matt, seu melhor amigo e irmão de Frankie, que morreu um ano antes da viagem delas.
Nesse livro, acompanhamos Anna pois é ela quem narra a história. Desde a sinopse, já sabemos o seu segredo, já sabemos que em algum momento, Matt vai morrer. O que não sabemos é como ela lida com a perda, e o livro é basicamente sobre isso: ter 15 anos, ter seu primeiro amor, e em um mês ele morrer em um acidente de carro.
A sensação de vazio, a sensação de não saber por onde recomeçar, a culpa de não poder contar para a melhor amiga que está completamente diferente após a morte do irmão, a dificuldade de seguir em frente em todo e qualquer sentido.
Um novo amor, realmente apaga um antigo? Apaga de vez cada lembrança, cada momento vivido, cada expectativa que havia a respeito de um “se”?
Além todos os dramas familiares, da relação complicada com Frankie que Anna tenta lidar o tempo todo, ela ainda precisa aprender muito sobre si, sobre a vida, sobre perdão e sobre garotos. E no meio disso tudo, ela acaba aprendendo também que, às vezes, a pessoa mais improvável do mundo, por mais irônico que seja, é quem nos ajuda a ver as coisas com mais clareza.
“My eyes were closed and his mouth tasted like marzipan flowers and clove cigarettes, and in ten seconds the whole of my life was wrapped up in that one kiss, that one wish, that one secret that would forever divide my life into two parts.”
“Nothing ever really goes away — it just changes into something else. Something beautiful.”
“Sometimes you gotta just take things for what they are and appreciate them, not try to label it or explain it. Explanations take the mystery out of it, you know?”
“I really dont even know you and yet in my life you are forever entangled to my history inexticably bound.”
“Sometimes I think we all feel guilty for being happy, and as soon as we catch ourselves acting like everything is okay, someone remembers it’s not.”
“What is the statute of limitations on feeling guilty for cheating on a ghost?”
“If I could find the butterfly that flapped its wings before we got into the car that day, I would crush it.”
Antes de terminar, quero explicar a classificação desse livro. Além de ser lindo, de ter um tema triste e ao mesmo tempo tocante, o livro não é só isso. Também tem partes engraçadas, alegres e apesar de não ser o tipo do livro que te dá uma lição de moral, acaba com uma mensagem linda sobre seguir adiante…
Como eu falei antes, uma das coisas que mais me chamou atenção, no início, foi a capa. De cara, não dá pra entender muito o sentido do coração feito de vidrinhos e eu achei que fosse de papel picado. Mas não, são pedaços de vidro, desses encontrados na praia. Os pedaços de vidro, tanto os azuis, quanto os vermelhos fazem todo o sentido na história, assim como o deck de madeira por baixo. Sim, eu adoro quando capas fazem sentido com a história do livro.
Classificação Geral: 




Aqui no Brasil, infelizmente, não temos notícias sobre o lançamento do livro. Ainda não sei nem se os direitos já foram vendidos para alguma editora nacional. Mas seria ótimo tê-lo aqui no Brasil. Mas se você lê em inglês, pode comprar pelo Book Depository ou pela Amazon.




































