Blog Archives for category Resenhas

Desafio 10 livros em 10 dias – Dia 4

O desafio foi proposto pela Luana e eu só estou começando agora porque estou com tempo mais livre para não perder nenhum dia. Ele consiste em postar diariamente – durante 10 dias – um livro atentendo a lista a seguir! 1° dia – Livro que você mais gostou; 2° dia – Livro que você mais odiou; 3° dia – Livro mais barato que você comprou; 4° dia – Livro mais caro que você comprou; 5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele; 6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele; 7° dia – Livro que você mais recomenda; 8° dia – Livro que você menos recomenda; 9° dia – Que série de livros você mais gosta e 10° dia – Livro mais velho que você tem ou leu. 4° dia – Livro mais caro que você comprou Eu tentei bastante puxar pela memória o livro mais caro que já comprei, e cheguei a conclusão que foram Os Diários de Getúlio Vargas. Isso foi no Natal de 1996 e acho que paguei coisa de R$90,00 pelos dois volumes. Para os dias de hoje, eu nem consideraria tão caro um livro por R$45,00 mas há 14 anos, isso era decididamente um absurdo. Os livros foram organizados pela neta de Getúlio, Celina Vargas do Amaral Peixoto, que reuniu diversos diários de seu avô, contando anos de sua jornada como o maior lider que o país já teve. Sim, eu tenho um amor por Getúlio Vargas que ultrapassa qualquer entendimento. Eu também amo Vladmir Lenin e isso é outra história. “Se todas as pessoas anotassem diariamente num caderno seus juízos, pensamentos, motivos de ação e as principais ocorrências em que foram partes, muitos, de quem um destino singular impeliu, poderiam igualar as maravilhosas fantasias descritas nos livros de aventura dos escritores da mais rica fantasia imaginativa.” Getúlio Vargas, Diário

Desafio – 10 livros em 10 dias – Dia 3

O desafio foi proposto pela Luana e eu só estou começando agora porque estou com tempo mais livre para não perder nenhum dia. Ele consiste em postar diariamente – durante 10 dias – um livro atentendo a lista a seguir! 1° dia – Livro que você mais gostou; 2° dia – Livro que você mais odiou; 3° dia – Livro mais barato que você comprou; 4° dia – Livro mais caro que você comprou; 5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele; 6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele; 7° dia – Livro que você mais recomenda; 8° dia – Livro que você menos recomenda; 9° dia – Que série de livros você mais gosta e 10° dia – Livro mais velho que você tem ou leu. 3° dia – Livro mais barato que você comprou Na verdade eu não comprei um livro mais barato. Eu comprei seis livros. Em janeiro, eu vi na Livraria Cultura uns livros da Jane Austen, em inglês, por R$6,00. Como lidar? Comprando. Acabei comprando Sense and Sensibility, Emma, Northanger Abbey, Persuasion, Mansfield Park e claro, Pride and Prejudice. De todos, o meu preferido para sempre é Pride and Prejudice por razões que eu já disse aqui outras vezes. Este ano eu também li Mansfield Park e já havia lido Sense and Sensibility. E para falar a verdade, quando os comprei, foi para cumprir a promessa de ano novo de não comprar mais livros compulsivamente, mas obviamente, eu não consegui cumprir, e então, eu preciso, ao menos, ler os outros. Jane Austen é minha escritora favorita e eu não teria me importado se a incluísse no dia de amanhã (livro mais caro comprado).

Desafio – 10 livros em 10 dias – Dia 2

O desafio foi proposto pela Luana e eu só estou começando agora porque estou com tempo mais livre para não perder nenhum dia. Ele consiste em postar diariamente – durante 10 dias – um livro atentendo a lista a seguir! 1° dia – Livro que você mais gostou; 2° dia – Livro que você mais odiou; 3° dia – Livro mais barato que você comprou; 4° dia – Livro mais caro que você comprou; 5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele; 6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele; 7° dia – Livro que você mais recomenda; 8° dia – Livro que você menos recomenda; 9° dia – Que série de livros você mais gosta e 10° dia – Livro mais velho que você tem ou leu. 2° dia – Livro que você mais odiou Não vou dizer que eu odiei o livro porque na verdade eu abandonei este, mas abandonei porque achei muito chato. Acho que não passei da vigésima página. O detalhe é que isso é algo muito raro de acontecer porque normalmente eu leio o livro até o final por pior que ele seja.

Miscellaneous Friday

Hoje o meu Miscellaneous Friday é também um #queroler. A Editora Rocco acaba de lançar no Brasil o mais novo livro de Neil Gaiman, “O livro do cemitério”. Pra quem não conhece o autor (ou não está ligando nome a pessoa), é ele quem escreve a coleção de quadrinhos “Sandman”, lançada em 1988 e que conta com 10 volumes e 75 livros no total. Segue a sinopse: Enquanto seus pais e irmã são impiedosamente assassinados por um misterioso  homem chamado Jack, um bebê (de nome Nobody Owens na versão em inglês, que é traduzido como Ninguém ou Nin, pra encurtar)  consegue escapar de seu berço e se aventurar pelo mundo. Uma série de coincidências, aliada a uma grande dose de sorte, salva o pequeno de ter um destino tão trágico quanto o de sua família. Este é o cartão de visitas de O livro do cemitério, mais nova obra do cultuado britânico Neil Gaiman. Ganhador da medalha John Newberry, a mais prestigiada premiação da literatura infantojuvenil norte-americana, o livro permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por mais de 50 semanas e chega agora às livrarias do país. O livro ganhou duas versões (em inglês): uma com ilustrações infantis (feita por Chris Riddell) e a outra, “oficial” para adultos, além de um adiobook. Aqui no Brasil por enquanto, só foi lançada a versão ilustrada “para adultos” (feita por Dave McKean). E, justamente, uma das coisas mais bacanas dos livros do Gaiman (ou da maioria deles) são as ilustrações. Ele tem essa parceria com McKean há anos, a história e as ilustrações se complementam de maneira primorosa. Pra quem nunca leu Gaiman eu indico começar por Coraline ou Stardust (livro que foi adaptado para o cinema em 2007 e tem Robert de Niro e Michele Pfeiffer no elenco). Dá pra ter bem uma idéia da capacidade dele criar mundos fantásticos dentro de suas histórias. O livro ganhou um site e dá pra ler o primeiro capítulo aqui.

A Menina que Roubava Livros

Tudo nesse livro me encanta. O título, a sinopse, a capa, a diagramação, o cheiro… Tudo convida o leitor a passar algumas boas horas lendo a história de Liesel Meminger. Aliás, não é só Liesel que conquista o leitor. Rudy Steiner, seu melhor amigo, é daquelas crianças pestinhas mas que você ama. O pai adotivo de Liesel e o judeu do sótão são outros por quem é impossível não se apaixonar. Título: A Menina que Roubava Livros Autor: Markus Zusak | Editora: Intrínseca Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em “A Menina que Roubava Livros”, livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do “The New York Times”. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, “O Manual do Coveiro”. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena. A narrativa do texto é bem diferente, a começar pelo fato de ser contada pela morte, que apesar de ser inicialmente narradora, é a personagem do livro que mais gosto pelo seu sarcasmo, e pelos tapas de realidade que ela dá na nossa cara o tempo todo. O livro é rico em história contemporânea e trata do Holocausto de uma forma diferente de tudo o que eu já tinha lido antes. Ao mesmo tempo que dá vontade de chorar de raiva de Hitler, você também fica pensando na quantidade de não-judeus, como Lisel e toda a sua vizinhança. Pessoas sem posses, ignorantes de todas as atrocidades que aconteciam na Alemanha e no mundo naqueles dias. Em sua maioria, apenas repetiam o que a Schutzstaffel os obrigava. De todas as citações que eu poderia fazer do livro, a melhor é a descrição que a morte faz de si mesma. Decididamente eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável…. Continue lendo »